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As cartas de João do Rio: um verdadeiro trabalho de detetive

 

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A Garamond acaba de lançar uma obra que reúne as 66 cartas enviadas pelo carioca Paulo Barreto/João do Rio a seu amigo português João de Barros. Minuciosamente transcritas, anotadas e comentadas pelas professoras Claudia Poncioni e Virginia Camilotti, organizadoras do volume, as cartas nos permitem não só delinear um retrato multifacetado do missivista como reconstituir o contexto cultural efervescente do século XX.

Complementando dados e corrigindo erros de edições anteriores, o livro (veja aqui: http://goo.gl/5BBKPR) é uma referência sobre os mundos literário, jornalístico, dramatúrgico, artístico em geral, mesclados com temas políticos, históricos e sociais que emergem desses tempos da Primeira Guerra e da Primeira República.

No último dia 6 de fevereiro, O Globo publicou uma extensa resenha sobre a obra (leia a matéria completa em:  http://glo.bo/1Qk1xr). No texto, o jornalista Leonardo Cazes diz: 

"Para além dos laços pessoais, a correspondência dos dois traça um painel da produção cultural e literária no Brasil e em Portugal nas primeiras décadas do século XX, assim como um projeto conjunto de aproximar os dois países."

"O trabalho das duas professoras [organizadoras do livro] levou quatro anos. Todas as cartas eram manuscritas, com a caligrafia miúda e nervosa característica de João do Rio. O maior desafio, entretanto, não foi decifrá-las, mas identificar quando foram escritas, já que poucas estavam datadas. Para montar a cronologia das missivas, foi preciso recorrer a marcadores temporais, como notícias de jornal e nomes de personagens citados. Até o caso de duas pessoas com o mesmo nome, um português e outro brasileiro, foi encontrado. Um verdadeiro trabalho de detetive."